Cesgranrio Petrobras 2011 Língua Portuguesa · Norma-padrão e variedades da língua também em Língua Portuguesa · Interpretação textual
Questão 2
O Texto II (“Pronominais”) pode ser desmembrado, conforme o seu significado, em dois blocos de sentido delimitados pela palavra mas. No primeiro, observa-se uma crítica às regras linguísticas da gramática normativa; no segundo, uma valorização do falar do povo.
Os recursos que corporificam esse ponto de vista do eu lírico se encontram no uso
Resolução comentada
Situar o problema antes de resolver.
Assunto
Variação linguística — os recursos que o poema usa para criticar a gramática e valorizar a fala do povo.
Objetivo
Conceitos para revisar
Os dois blocos do poema
Antes do “mas”: a gramática do professor, do aluno e do “mulato sabido” manda dizer “dê-me”. Depois: o bom negro e o bom branco da Nação dizem todos os dias “me dá”. A ênclise é da regra, a próclise é do povo.
Ironia em “sabido” e repetição de “bom”
“Mulato sabido” é ironia: quem se acha sabido imita a gramática, e o poema o ri. “Bom negro e bom branco” repete o adjetivo para valorizar quem fala como o povo. Os dois recursos carregam o ponto de vista.
A alternativa precisa acertar os dois recursos
A próclise de “me dá” é recurso, sim, mas (D) a junta à repetição da contração “do”, que só liga os donos da gramática e não corporifica juízo nenhum. Cada alternativa tem dois itens, e basta um errado.
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